Para cada um dos doze indicadores de sucesso: com que frequência é apurado, quem avalia, como a apuração acontece e com que instrumento. Na segunda parte, quem são os multiplicadores da trilha e como a réplica funciona na prática.
A trilha está chegando em quem precisa?
| Indicador | Periodicidade | Quem avalia | Como avalia | Instrumento |
|---|---|---|---|---|
| IND-0.1Taxa de Conclusão da Trilha | Mensal | Equipe de DI / RH Apuração automática, sem intervenção do gestor. |
Extração do LMS no último dia útil do mês, cruzada com a base de elegíveis do período. Leitura aberta por público, guarda-chuva e agência para identificar onde a adesão trava. | Relatório de LMSPainel automático · sem coleta manual |
| IND-0.2Cobertura dos Cargos Críticos | Por bloco | Equipe de DI / RH Com validação do gestor de cada agência. |
Cruzamento do mapa de 85 cargos com a base do LMS ao fim de cada bloco de jornada. Considera coberto o cargo grau 5 com pelo menos 90% da população concluída na etapa. | Mapa de públicos e funções + LMSPlanilha de cobertura · conferência por agência |
| IND-0.3Multiplicação da Liderança | Por bloco | Duas fontes: o gestor registra a conversa; a equipe avalia a conversa. | O gestor preenche o registro de saída em até D+15. A equipe recebe um pulso de duas perguntas sobre a conversa. As três parcelas do índice são apuradas por DI e abertas por regional e agência. | Registro de saída + pulso da equipeFormulário de 6 campos · pulso de 2 perguntas |
A experiência funcionou?
| Indicador | Periodicidade | Quem avalia | Como avalia | Instrumento |
|---|---|---|---|---|
| IND-1.1NPS da Trilha | A cada entrega | O próprio participante Autoavaliação anônima. |
Pergunta única de recomendação (0–10) enviada em até 24h após cada entrega. Leitura aberta por público, formato, facilitador e etapa — é o que permite identificar se o problema é de conteúdo, de condução ou de formato. | Pulso pós-experiênciaItem 1 do pulso de 6 a 8 perguntas |
| IND-1.2Qualidade da Experiência | A cada entrega | O próprio participante Autoavaliação anônima. |
Quatro itens em escala de 1 a 5: conteúdo, condução, formato e aplicabilidade percebida. A aplicabilidade percebida é lida em separado — é o único item da reação que antecipa o Bloco 2. | Pulso pós-experiênciaItens 2 a 5 do pulso · escala 1–5 |
| IND-1.3Conexão com o Propósito | A cada entrega | O próprio participante Autoavaliação anônima. |
Item único de concordância sobre entender como o próprio trabalho impacta o associado. Peso maior de leitura nas três retaguardas, já que responde ao gap de percepção de impacto que motivou a inclusão desses públicos. | Pulso pós-experiênciaItem 6 do pulso · % de respostas 4 e 5 |
Virou prática?
| Indicador | Periodicidade | Quem avalia | Como avalia | Instrumento |
|---|---|---|---|---|
| IND-2.1Ganho de Domínio | Pré em D−7 Pós em D+30 |
Correção automática Gabarito definido por painel de referência da própria cooperativa. |
O participante responde ao mesmo teste antes e depois. Cada cenário oferece quatro condutas plausíveis, pontuadas de 0 a 3 — não há resposta certa isolada, há resposta melhor. O ganho é a diferença entre as duas aplicações. | Teste de julgamento situacional15 cenários · 3 por chave · contextualizado por público |
| IND-2.2Aplicação Observada | D+30 e D+60 | O gestor imediato Heteroavaliação em rotina, não em sala. |
Três comportamentos por participante, extraídos das próprias habilidades da matriz — já estão escritas com verbo e ação observável. O gestor confirma cada um com registro de uma situação concreta; sem situação descrita, o item não conta. | Ficha de observaçãoFormulário digital · 3 itens · 2 janelas |
| IND-2.3Evidência de Aprendizagem | Ao fim de cada bloco | O facilitador Com 20% das evidências em segunda leitura independente. |
Um artefato por bloco, do tipo que a metodologia já previa: caso resolvido, plano de ação, role play avaliado, job aid aplicado. Avaliado em rubrica de três níveis; contam como válidas as evidências em nível 2 ou 3. | Portfólio + rubrica de 3 níveisCritérios: aderência à habilidade · uso da chave · centralidade no associado · evidência concreta |
Mudou a vida do associado?
| Indicador | Periodicidade | Quem avalia | Como avalia | Instrumento |
|---|---|---|---|---|
| IND-3.1Índice de Conquista | Trimestral | O associado, via NPS transacional. Composição por Inteligência de Mercado e DI. |
Extração dos sistemas de negócio ao fim de cada trimestre, comparando agências já treinadas com as que ainda não passaram pela etapa — a trilha escalonada é o próprio grupo de controle. | Painel de negócioRota 1 · chaves Credibilidade, Empatia e Eficiência |
| IND-3.2Índice de Relacionamento | Trimestral leitura semestral |
O associado, via NPS relacional. Composição por Inteligência de Mercado e DI. |
Mesma extração trimestral, mas com leitura conclusiva apenas a cada semestre — principalidade e profundidade de produtos não se movem em três meses. | Painel de negócioRota 2 · chaves Longevidade, Disponibilidade e Empatia |
| IND-3.3Índice de Sustentação | Trimestral fecha no ano |
Base de dados da cooperativa Ouvidoria, evasão e reativação. Composição por DI. |
Quatro parcelas invertidas — evasão, reclamações e tempo de retorno contam ao contrário, quanto menor melhor. Fechamento anual, porque reconquista tem ciclo longo. | Painel de negócio + ouvidoriaRota 3 · chaves Credibilidade, Disponibilidade e Eficiência |
O pré-teste situacional e a linha de base dos indicadores de negócio acontecem antes do evento de abertura. Se não forem apurados nessa janela, o ganho de domínio e o impacto no negócio não podem ser calculados em nenhum momento posterior da trilha — só restaria medir o estado final, sem termo de comparação.
Quem multiplica, para quem, com o quê e em que prazo?
A multiplicação é o que faz a trilha alcançar toda a cooperativa dentro dos 12 meses. Proposta de três níveis de multiplicador, com critério de escolha, responsabilidade e prazo definidos.
Sustentam o desenho e conduzem os encontros síncronos e presenciais. São o núcleo que garante que sete públicos recebam a mesma trilha.
O elo central da cascata. Único público que multiplica e é observado ao mesmo tempo — recebe a trilha completa e replica para a própria equipe.
Quem já demonstrou a prática vira apoio para os pares. Reduz a dependência do facilitador na segunda metade da trilha.
Os três grupos de retaguarda não têm gestores de agência e percorrem a trilha majoritariamente em formato assíncrono. Para eles, a conversa de time é substituída por um painel de área por bloco, conduzido pelo gestor da própria unidade, com pauta única: que demanda da ponta a nossa área destravou neste bloco. O registro de saída é o mesmo, e o IND-0.3 é apurado da mesma forma.
Sem esse ajuste, os três públicos ficariam fora do indicador de multiplicação — que é justamente onde a cooperativa identificou o maior gap de percepção de impacto.