Sicredi Ouro Verde MT/PA Trilha Centralidade no Associado ITEM 13 · AVALIAÇÃO E MULTIPLICAÇÃO
Item 13 do Modelo Estruturado

Modelo de avaliação e multiplicação

Para cada um dos doze indicadores de sucesso: com que frequência é apurado, quem avalia, como a apuração acontece e com que instrumento. Na segunda parte, quem são os multiplicadores da trilha e como a réplica funciona na prática.

BLOCO 0

Execução e alcance

FORA DO ÍNDICE

A trilha está chegando em quem precisa?

IndicadorPeriodicidade Quem avaliaComo avaliaInstrumento
IND-0.1Taxa de Conclusão da Trilha Mensal Equipe de DI / RH
Apuração automática, sem intervenção do gestor.
Extração do LMS no último dia útil do mês, cruzada com a base de elegíveis do período. Leitura aberta por público, guarda-chuva e agência para identificar onde a adesão trava. Relatório de LMSPainel automático · sem coleta manual
IND-0.2Cobertura dos Cargos Críticos Por bloco Equipe de DI / RH
Com validação do gestor de cada agência.
Cruzamento do mapa de 85 cargos com a base do LMS ao fim de cada bloco de jornada. Considera coberto o cargo grau 5 com pelo menos 90% da população concluída na etapa. Mapa de públicos e funções + LMSPlanilha de cobertura · conferência por agência
IND-0.3Multiplicação da Liderança Por bloco Duas fontes: o gestor registra a conversa; a equipe avalia a conversa. O gestor preenche o registro de saída em até D+15. A equipe recebe um pulso de duas perguntas sobre a conversa. As três parcelas do índice são apuradas por DI e abertas por regional e agência. Registro de saída + pulso da equipeFormulário de 6 campos · pulso de 2 perguntas
BLOCO 1

Reação

20% DO ICA

A experiência funcionou?

IndicadorPeriodicidade Quem avaliaComo avaliaInstrumento
IND-1.1NPS da Trilha A cada entrega O próprio participante
Autoavaliação anônima.
Pergunta única de recomendação (0–10) enviada em até 24h após cada entrega. Leitura aberta por público, formato, facilitador e etapa — é o que permite identificar se o problema é de conteúdo, de condução ou de formato. Pulso pós-experiênciaItem 1 do pulso de 6 a 8 perguntas
IND-1.2Qualidade da Experiência A cada entrega O próprio participante
Autoavaliação anônima.
Quatro itens em escala de 1 a 5: conteúdo, condução, formato e aplicabilidade percebida. A aplicabilidade percebida é lida em separado — é o único item da reação que antecipa o Bloco 2. Pulso pós-experiênciaItens 2 a 5 do pulso · escala 1–5
IND-1.3Conexão com o Propósito A cada entrega O próprio participante
Autoavaliação anônima.
Item único de concordância sobre entender como o próprio trabalho impacta o associado. Peso maior de leitura nas três retaguardas, já que responde ao gap de percepção de impacto que motivou a inclusão desses públicos. Pulso pós-experiênciaItem 6 do pulso · % de respostas 4 e 5
BLOCO 2

Aprendizagem e aplicação

30% DO ICA

Virou prática?

IndicadorPeriodicidade Quem avaliaComo avaliaInstrumento
IND-2.1Ganho de Domínio Pré em D−7
Pós em D+30
Correção automática
Gabarito definido por painel de referência da própria cooperativa.
O participante responde ao mesmo teste antes e depois. Cada cenário oferece quatro condutas plausíveis, pontuadas de 0 a 3 — não há resposta certa isolada, há resposta melhor. O ganho é a diferença entre as duas aplicações. Teste de julgamento situacional15 cenários · 3 por chave · contextualizado por público
IND-2.2Aplicação Observada D+30 e D+60 O gestor imediato
Heteroavaliação em rotina, não em sala.
Três comportamentos por participante, extraídos das próprias habilidades da matriz — já estão escritas com verbo e ação observável. O gestor confirma cada um com registro de uma situação concreta; sem situação descrita, o item não conta. Ficha de observaçãoFormulário digital · 3 itens · 2 janelas
IND-2.3Evidência de Aprendizagem Ao fim de cada bloco O facilitador
Com 20% das evidências em segunda leitura independente.
Um artefato por bloco, do tipo que a metodologia já previa: caso resolvido, plano de ação, role play avaliado, job aid aplicado. Avaliado em rubrica de três níveis; contam como válidas as evidências em nível 2 ou 3. Portfólio + rubrica de 3 níveisCritérios: aderência à habilidade · uso da chave · centralidade no associado · evidência concreta
BLOCO 3

Impacto no negócio

50% DO ICA

Mudou a vida do associado?

IndicadorPeriodicidade Quem avaliaComo avaliaInstrumento
IND-3.1Índice de Conquista Trimestral O associado, via NPS transacional.
Composição por Inteligência de Mercado e DI.
Extração dos sistemas de negócio ao fim de cada trimestre, comparando agências já treinadas com as que ainda não passaram pela etapa — a trilha escalonada é o próprio grupo de controle. Painel de negócioRota 1 · chaves Credibilidade, Empatia e Eficiência
IND-3.2Índice de Relacionamento Trimestral
leitura semestral
O associado, via NPS relacional.
Composição por Inteligência de Mercado e DI.
Mesma extração trimestral, mas com leitura conclusiva apenas a cada semestre — principalidade e profundidade de produtos não se movem em três meses. Painel de negócioRota 2 · chaves Longevidade, Disponibilidade e Empatia
IND-3.3Índice de Sustentação Trimestral
fecha no ano
Base de dados da cooperativa
Ouvidoria, evasão e reativação. Composição por DI.
Quatro parcelas invertidas — evasão, reclamações e tempo de retorno contam ao contrário, quanto menor melhor. Fechamento anual, porque reconquista tem ciclo longo. Painel de negócio + ouvidoriaRota 3 · chaves Credibilidade, Disponibilidade e Eficiência

A única medição que não se recupera

O pré-teste situacional e a linha de base dos indicadores de negócio acontecem antes do evento de abertura. Se não forem apurados nessa janela, o ganho de domínio e o impacto no negócio não podem ser calculados em nenhum momento posterior da trilha — só restaria medir o estado final, sem termo de comparação.

PARTE 2

Modelo de multiplicação

MEDIDO PELO IND-0.3

Quem multiplica, para quem, com o quê e em que prazo?

A multiplicação é o que faz a trilha alcançar toda a cooperativa dentro dos 12 meses. Proposta de três níveis de multiplicador, com critério de escolha, responsabilidade e prazo definidos.

NÍVEL 1

Facilitadores internos

6 a 8 pessoas · formados no M1

Sustentam o desenho e conduzem os encontros síncronos e presenciais. São o núcleo que garante que sete públicos recebam a mesma trilha.

  • Quem: profissionais de DHO e Experiência do Associado, mais dois gestores de agência com histórico de condução de treinamentos
  • Critério: domínio da matriz CHM inteira, não só da própria célula
  • Prazo: formação e calibração da rubrica concluídas antes do evento de abertura
  • Responde por: IND-2.3 — é quem avalia o portfólio
NÍVEL 2

Gestores multiplicadores

Todo gerente de agência e coordenador · a partir do M2

O elo central da cascata. Único público que multiplica e é observado ao mesmo tempo — recebe a trilha completa e replica para a própria equipe.

  • Quem: todos os gestores do público Liderança, sem seleção — a multiplicação é atribuição do cargo, não voluntariado
  • Como: conversa de time de 45 minutos, com kit pronto — roteiro de três perguntas, caso real da etapa, cartão da chave e ficha de observação pré-preenchida
  • Prazo: até D+15 de cada bloco de jornada
  • Responde por: IND-0.3 integral e pela coleta do IND-2.2
NÍVEL 3

Referências por chave

1 a 2 por agência · a partir do M7

Quem já demonstrou a prática vira apoio para os pares. Reduz a dependência do facilitador na segunda metade da trilha.

  • Quem: participantes do Comercial e do Operacional que atingiram nível 3 na rubrica em pelo menos uma chave
  • Critério: indicação do gestor somada à evidência de portfólio — não é escolha por senioridade nem por resultado comercial
  • Como: apadrinhamento de agências que ainda não passaram pela etapa e alimentação do banco de casos reais
  • Responde por: curadoria dos casos apresentados no encerramento do M12

Por que a retaguarda multiplica de outro jeito

Os três grupos de retaguarda não têm gestores de agência e percorrem a trilha majoritariamente em formato assíncrono. Para eles, a conversa de time é substituída por um painel de área por bloco, conduzido pelo gestor da própria unidade, com pauta única: que demanda da ponta a nossa área destravou neste bloco. O registro de saída é o mesmo, e o IND-0.3 é apurado da mesma forma.

Sem esse ajuste, os três públicos ficariam fora do indicador de multiplicação — que é justamente onde a cooperativa identificou o maior gap de percepção de impacto.